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Mitos e verdades sobre direitos trabalhistas




COMEÇAMOS PELOS MITOS


1) Numa Ação Trabalhista o EMPREGADO sempre ganha


A lei é protetiva, mas a aplicação do Juiz precisa ser imparcial. Ele não deve tomar partido de nenhuma das partes, e julgar de acordo com as provas e argumentos apresentados no processo. Existem muitas empresas que possuem todo histórico dos funcionários documentados, e quando a ação acontece, se sentem seguros que a defesa será feita da melhor forma e a Justiça virá de encontro com ela.


2) Toda tarefa diferente da função contratada é considerada acúmulo de função


O acúmulo de função não tem previsão em lei. Alguns juízes entendem que quando um funcionário é contratado para função X e desempenha também função Y, deve ser remunerada. Porém muitos entendem que quando há divisão homogênea no tempo de trabalho que não sobrecarregue o funcionário, e sendo essas tarefas correlatas não se trata de acúmulo de função.


3) Toda demissão por justa causa é revertida na Justiça


Essa foi uma verdade por longos tempos. Hoje em dia esse medo das empresas demitirem por justa causa mudou a partir do momento que começaram a se prevenir. O que isso significa? Que o caminho para uma justa causa precisa ser embasado em provas concretas, de preferência com auxílio jurídico, para que havendo uma ação trabalhista para reversão da demissão está não aconteça.


4) Não é possível reduzir jornada e salário de um empregado


Uma coisa é a irredutibilidade salarial, onde não pode reduzir o salário nas condições de trabalho. Mas se houve mudança de jornada, para menor, muitas vezes ao pedido do próprio funcionário, pode haver a adequação do salário de acordo com a nova carga horária estabelecida. É importante que isso seja feito através de termo aditivo ao contrato de trabalho.


5) Trabalho acima de 3 vezes por semana é considerado vínculo


O que caracteriza o vínculo de emprego são os elementos descritos no art. 3º da CLT. A quantidade de dias trabalhados não é a única regra a ser utilizada, mais sim elementos como onerosidade, pessoalidade, subordinação. Uma pessoa pode trabalhar uma ou duas vezes por semana e ter preenchido todos os elementos do vínculo e uma outra que realiza atividade todos os dias pode ser considerado um prestador de serviço. Portanto não é a quantidade de vezes, e sim todo o conjunto que determina um vínculo.


AS VERDADES


1) É melhor prevenir do que indenizar!


Essa é uma das maiores verdades na Justiça do Trabalho, e que deveria ser a primeira regra das empresas. Quem pensa preventivamente, realizando consultoria para resolver os problemas que surgem sempre tem mais facilidade perante uma ação. Prevenir não significa que a empresa estará livre de ações trabalhistas. Mas quando elas ocorrem a possibilidade de resultado positivo para a empresa é infinitamente maior.


2) Banco de horas pode ser feito sem sindicato


Essa foi uma das grandes mudanças trazidas pela Reforma Trabalhista. O Banco de Horas, que agora pode ser mensal ou semestral, e não necessita homologação do Sindicato dos Empregados. Basta um acordo por escrito entre empregador e empregado. Vencendo o prazo estipulado nesse acordo, as horas computadas no banco deverão ser pagas como hora extra. Havendo as chamadas “horas negativas” pode também haver o desconto dessas horas, pois não há na legislação que impeça.


3) Prêmio pode ser pago mensalmente e no contracheque


Pela Reforma Trabalhista, o empregador pode pagar prêmio para qualquer empregado, desde que ele tenha efetuado um rendimento acima do ordinário. Para deixar as regras claras, é necessário estabelecer conjunto de metas ou objetivos para serem alcançados. O prêmio não tem limite, podendo ser pago em dinheiro, viagens, presentes, etc.


4) O empresário que contrata mão de obra terceirizada responde por todas as questões trabalhistas.


Em caso de terceirização, a empresa que contrata a terceirizada para a prestação de serviços responde por todas as questões trabalhistas, caso a empresa terceirizada falhe com as suas obrigações. A dica é que empresas que utilizam mão de obra terceirizada que cobre da empresa comprovantes de pagamentos de salário, vale transporte, INSS e FGTS, garantindo que a empresa contratada esteja cumprindo com usas obrigações aos funcionários.


5) Quando um funcionário está cumprindo aviso prévio e arruma um novo emprego, a empresa não é obrigada a abonar o restante do tempo devido


Não existe nenhuma regra que determine que a empresa não desconte os dias restantes do aviso prévio, quando o funcionário consegue um novo emprego. Fica pela liberalidade da empresa descontar ou não os dias faltates. Algumas Convenções Coletivas determinam cláusulas nesse sentido, que devem ser respeitadas, liberando o funcionário para iniciar uma nova etapa.


Escrito por: Sescon GF


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